Lava Jato quer ressarcimento de R$ 825 milhões à Petros

Força tarefa da Lava Jato protocolou ontem, na 22ª Vara de Justiça Federal, ação de improbidade administrativa cobrando ressarcimento de R$ 825 milhões aos cofres do fundo de pensão da Petrobras, a Petros.  O valor é o triplo do que a força tarefa considera que foi desviado da fundação por meio de ações ilícitas. Na ação estão relacionadas 13 pessoas e 3 empresas envolvidas nessas ações. Entre as pessoas estão três ex-presidentes do fundo de pensão (Luis Carlos Afonso, Carlos Fernando Costa e Wagner Pinheiro de Oliveira), e três ex-diretores da fundação (Newton Carneiro da Cunha, Maurício Rubem e Marcelo Amaro). As três empresas citadas são a Providax Participações, a V55 Empreendimentos e a massa falida do Banco BVA. Também é citado o ex-presidente do Banco BVA, Ivo Lodo.

Os ilícitos, segundo o Ministério Público de Brasília, teriam ocorrido entre 2011 e 2012. Num deles, a diretoria da Petros autorizou a compra de R$ 95 milhões em Cédulas de Crédito Bancário (CCB) da Providax Participações, com o BVA figurando como estruturador e agente de cobrança das operações. De acordo com os procuradores, a autorização envolveria acordo prévio e vantagens financeiras aos participantes da operação. Ainda segundo os procuradores, na época a Prodidax atravessava dificuldades financeiras e seus papéis não poderiam ter sido comprados por uma entidade que tem por objetivo o cuidado, a rentabilidade e a segurança do dinheiro dos participantes do fundo de pensão.


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