Novos guias balizam investimentos sustentáveis de entidades

A recente cobrança de providências urgentes para conter as queimadas na Amazônia, apresentada por um grupo de 320 grandes nomes do cenário financeiro global, alavancou o interesse pelo debate sobre investimentos responsáveis, realizado na tarde desta quinta-feira (27/10) no 40º Congresso da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Questões ambientais, sociais e de governança (ASG) no âmbito dos fundos de pensão e gestores de recursos foram analisadas por especialistas como Gustavo Pimentel, diretor executivo da ONG Sitawi, Raquel Castelpoggi, coordenadora de responsabilidade socioambiental da Fundação Real Grandeza e coordenadora do comitê de sustentabilidade da Abrapp, e Carlos Marne Dias Alves, que acaba de assumir a diretoria de Fiscalização e Monitoramento da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

“As fundações de previdência de maior porte já adotam conceitos ASG na gestão de suas carteiras próprias. Ainda precisam, contudo, olhar de maneira mais criteriosa as gestoras externas para avaliar o comprometimento destas com tais princípios”, comentou Pimentel.

A boa notícia é que, para a execução desta e de outras tarefas relacionadas ao universo ASG, as entidades passam a contar com duas novas ferramentas – o “Guia prático para integração ASG na avaliação de gestores”, da Sitawi, e o “Guia para elaboração de relatório anual e de sustentabilidade – Melhores práticas de transparência em informações ASG”, da Abrapp –, ambas apresentadas ao público no encerramento do segundo dia do Congresso da Associação.   O primeiro é uma versão aprimorada do “Guia da EFPC responsável: Seleção e Monitoramento de gestor terceirizado com critérios ASG”, apresentado em 2017. “Uma das principais novidades é um questionário padrão que, preenchido pelos gestores, permite aos fundos de pensão uma visão muito mais precisa sobre a observância de preceitos ASG em diferentes classes de fundos de investimentos por esses prestadores de serviços”, assinalou Pimentel.

Também atenta ao tema, a Previc dedicou aos investimentos responsáveis um capítulo inteiro, intitulado “Das diretrizes ASG, da nova edição de seu guia “Melhores práticas de investimento”, lançado no fim de setembro último. Entre outros itens, o trabalho recomenda às entidades atenções especiais ao monitoramento dos critérios ASG, incluindo definições precisas dos profissionais responsáveis pelo acompanhamento e da periodicidade de coleta de informações. “Riscos, claro, são parte da atividade de investimento. O que nos interessa são a identificação prévia, a mensuração e o monitoramento dessas ameaças”, observou Alves.


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