BlackRock cobra providências das empresas para a contenção do aquecimento global

 A BlackRock, a maior asset do planeta, com cerca de US$ 7 bilhões sob seus cuidados, vestiu de vez as camisas da sustentabilidade e da defesa do meio ambiente. O CEO Laurence Douglas Fink anunciou nesta terça-feira (14/01), em comunicado enviado às cúpulas das companhias nas quais investe, que a megagestora dos Estados Unidos adotará posições ainda mais rígidas em relação às corporações que não contribuírem para a contenção das mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global. 

“No ano passado, a BlackRock votou contra ou reteve votos de 4.800 diretores em 2.700 empresas diferentes”, observou Fink. “Dado o trabalho de base que já lançamos sobre a divulgação, e os crescentes riscos de investimento em torno da sustentabilidade, estaremos cada vez mais dispostos a votar contra a administração e os diretores quando as empresas não estiverem progredindo o suficiente nas divulgações relacionadas à sustentabilidade e nas práticas e planos de negócios subjacentes a elas.”

A prestação de informações de qualidade aos investidores é um ponto central do modelo proposto pela gestora. A BlackRock passa a cobrar, desde já, a divulgação de relatórios contábeis alinhados com os padrões do Sustainability Accounting Standards Board (SASB) e dos riscos ao clima inerentes às atividades desenvolvidas pelas empresas de acordo com as recomendações do Task Force on Climate-related Financial Dosclosures (TCFD). 

“Utilizaremos essas divulgações e nossos compromissos para verificar se as empresas estão gerenciando e supervisionando adequadamente esses riscos dentro dos seus negócios e se planejando adequadamente para o futuro. Na ausência de divulgações sólidas, os investidores, incluindo a BlackRock, concluirão cada vez mais que as empresas não estão gerenciando adequadamente os riscos”, observou Fink, que acenou, nas entrelinhas, com a retirada dos papéis de empresas sem compromissos na esfera ambiental dos portfólios da gestora. “Como os mercados de capitais projetam riscos futuros, veremos mudanças na alocação de capital acontecerem mais rapidamente do que as mudanças no clima. Num futuro próximo – e mais cedo do que muitos preveem – haverá uma realocação significativa de capital.”


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